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segunda-feira, 29 de abril de 2013

“Feliciano me representa” gritam fiéis ao pastor no Gideões


Milhares de evangélicos vindos de diversas partes do Brasil se reúnem todos os anos na cidade de Camboriú, Santa Cataria para acompanhar as reuniões do maior congresso de missões da atualidade, o Congresso Internacional de Missões dosGideões Missionários da Última Hora.
Pregando desde 2001 no evento, Marco Feliciano, pastor e deputado federal pelo Partido Social Cristão, é sempre um dos conferencistas mais aguardados no evento. Neste domingo (28) não foi diferente. Desta vez o motivo era outro.
Envolvido em polêmicas desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) o parlamentar tornou-se principal notícia nas mídias do Brasil.
Ativistas chegaram a acusá-lo de racismo e homofobia por causa de declarações polêmicas do evangélico nas redes sociais. Feliciano havia dito que “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé”.
Desde então, milhares de manifestantes haviam promovido campanhas pedindo a saída do deputado da liderança do colegiado. Uma das igrejas de seu ministério, Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, chegou a cancelar suas agendas com o líder por causa de manifestações na entrada do templo.
Nesta manhã centenas de jornalistas e sites de notícias esperavam a pregação de Feliciano, que ao assumir o altar informou: “Os jornalistas que quiserem ouvir minha declaração sobre a Comissão de Direitos Humanos terão que ficar até a noite, pois só falarei a noite”, passando o microfone para outro pregador.
Feliciano assumiu o altar à noite, por volta das 21 horas e foi aclamado pela multidão em Camboriú. Milhares de evangélicos receberam o parlamentar ao som do Hino Nacional gritando “Feliciano me representa”.
Marco Feliciano evitou falar sobre a CDHM, apenas agradeceu o apoio dos principais líderes evangélicos, entre eles: Abner Ferreira, Renê Terra Nova, Silas Malafaia, Samuel Ferreira, Bispo Manoel Ferreira, entre outros.
O parlamentar também criticou a mídia secular, lembrou o título da revista Istoé “O homem que afrontou o Brasil. Por que ele não cai?”, e respondeu: “Não caiu por causa das orações dos crentes”, disse antes de destacar: “Nunca houve tanta oração por uma única pessoa”.
“Pinçaram palavras polêmicas desenhando uma figura de um monstro. Se eu fosse um monstro não teríamos esta multidão me assistindo. Minhas pregações não despertam o ódio, despertam a convicção de seus pecados”, continuou.
Feliciano aproveitou a ocasião para incentivar os evangélicos a boicotarem as emissoras de televisão que tem se manifestado contra os evangélicos: “Não assistam mais suas novelas”.
Assista:video 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Vizinho reclama do barulho e atira contra diácono da Deus é Amor


O diácono da igreja Deus é Amor de Orlândia, Geraldo Barrili, foi baleado na última sexta-feira (19) depois de uma discussão com o vizinho Aristedes Agrela Ferreira, 68, que foi até a igreja reclamar do barulho.
Testemunhas disseram à polícia que o vizinho queria impedir o culto que aconteceria naquela noite colocando uma resina na fechadura da porta da igreja. Antes de disparar, Ferreira discutiu com um dos fiéis.
A filha do diácono, Gislene Dutra, 41, disse que seu pai tentou apartar a briga entre o fiel e o vizinho e acabou sendo atingido pelo disparo. O projétil atingiu um intestino, os rins e ficou alojado no corpo da vítima.
Geraldo Barrili está internado no hospital Santo Antônio e seu quadro de saúde é considerado grave.
Após o disparo o acusado tentou fugir em uma motocicleta, mas foi encontrado em uma chácara em Sales Oliveira, a família diz que Ferreira passa por problemas de saúde.
por Leiliane Roberta Lopes

fonte:gospel prime

Marco Feliciano não é homofóbico, diz amigo gay do deputado


O decorador e dono de uma empresas de eventos em Orlândia (SP), Aluísio Antônio de Souza, 35, resolveu sair em defesa do deputado federal Marco Feliciano que tem sido acusado de homofobia. Aluísio frequenta a casa do deputado no interior de São Paulo e deixa claro que o parlamentar não é homofóbico.
A entrevista foi dada ao jornal O Estado de São Paulo onde o decorador diz que nunca foi destratado por Feliciano ou por sua família. “Se ele fosse uma pessoa homofóbica e racista, da forma como as pessoas estão falando, ele não me aceitaria na casa dele, da forma como ele aceita. Eu não teria o contato que tenho com a família. Ele sempre me respeitou, minha opção sexual e minha religião. Eu também não sou da religião dele”, disse.
Aluísio foi o responsável pela decoração na casa de Feliciano e já organizou muitas festas para as filhas do deputado. “Tenho contato com as filhas, com a esposa, faço as festas das filhas deles. Enfim, somos amigos, sempre vejo, sempre falo com ele.”
Para o profissional as declarações foram mal interpretadas, algumas até chegaram a incomodá-lo um pouco, mas ele tem certeza de que o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias não é homofóbico.
“Ele não é homofóbico. Se ele fosse, aí, sim, incomodariam. Mas, pela amizade que a gente tem, o contato que eu tenho com ele, nunca deixou transparecer isso para mim.”

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vídeo: jornalista desafia ativistas a imitarem protesto de evangélicos


A jornalista Rachel Sheherazade, âncora do jornal ‘SBT Brasil’, criticou mais uma vez a corrupção e os ativistas contrários ao deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). (Vale a pena conferir o vídeo abaixo).
No dia 17 de abril, a jornalista desafiou os “ativistas anti-Feliciano” a protestarem contra a “bancada mensaleira”, formada pelos deputados João Paulo Cunha e José Genoíno, ambos do PT de São Paulo e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo conhecido como mensalão.Rachel ressaltou que nenhum movimento social se mobilizou para protestar contra os parlamentares condenados num dos maiores casos de corrupção do páis.
Assista ao vídeo 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

TRE mantém Célia Sakamoto como prefeita de Itaí

TRE mantém Célia Sakamoto como prefeita de Itaí

No cargo desde o dia 01 de janeiro, a vereadora e cantora gospel Célia Sakamoto (PSB) deverá permanecer como prefeita de Itaí (SP). A decisão foi deferida pelo Tribunal Eleitoral de São Paulo (TER-SP) que manteve a cassação do ex-prefeito, Luiz Antônio Paschoal (PSDB) e do seu vice, Hugo Ferraz da Silveira.
A coligação “Itaí Continua em Boas Mãos”, que reúne os partidos PDT, PTB, PV, PRP, PSDB e PC do B, foi denunciada pelo Ministério Público por abuso de poder público e econômico. De acordo com a ação movida pelo MP, durante as eleições municipais o candidato teria contratado um jornal da cidade para publicar reportagens sobre ele.
Sakamoto foi conduzida ao cargo após ter sido eleita presidente da Câmara dos Vereadores de Itaí e como determina a constituição, na ausência de prefeito e vice-prefeito, o cargo fica interinamente sob a responsabilidade do presidente do legislativo.
A decisão pela cassação do ex-prefeito foi dada em votação de desempate. O desembargador Alceu Penteado Navarro foi o último a votar e acompanhou o voto do relator, juiz Paulo Galizia, com o entendimento de que Paschoal, candidato à reeleição, e Silveira fizeram uso indevido de meio de comunicação.
Pascoal, que foi prefeito na cidade entre 2009 e 2012, buscou a reeleição em outubro de 2012. Ele recebeu 51,71%, ou seja, 6.825 votos, sendo o mais votado. Por conta da indefinição, não houve proclamação dos vencedores e, consequentemente, ninguém foi diplomado.
A coligação deve recorrer da decisão do TRE- SP junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF). Com informações G1.

Senado se prepara para votar na Lei Geral das Religiões



Senado se prepara para votar na Lei Geral das ReligiõesSenado se prepara para votar na Lei Geral das Religiões
Nos próximos dias o Senado Federal poderá iniciar a votação no projeto da Lei Geral das Religiões, a proposta prevê os mesmo direitos do acordo assinado em 2008 entre o Governo e a Igreja Católica.
A proposta espera passar pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Assuntos Econômicos (CAE), de Assuntos Sociais (CAS) e de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado. Até o momento apenas a CE já votou favoravelmente ao projeto. No CAS o relator, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), pediu um tempo a mais para poder realizar uma terceira audiência antes de votar na proposta.
No Estatuto Jurídico da Igreja Católica ficou firmado normas a respeito do ensino religioso, casamento, imunidade tributárias e outros assuntos como a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais.
Com isso, ficou entendido que as demais religiões ficaram em desvantagem com a Igreja Católica e por este motivo a Lei Geral das Religiões iria garantir os mesmos direitos às demais crenças constituídas no país.
O projeto está no Senado desde 2009, mas não é aprovada pelas comissões o que impede o seguimento dela até a aprovação. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) fez um pedido de urgência para que até o final de maio eles possam votar no requerimento.
“Vamos aprovar isso, por uma questão de isonomia. Não é divisão, não é discussão religiosa, é apenas isonomia. O mesmo que está no tratado Brasil-Igreja Católica, é o mesmo que está na Lei Geral das Religiões”, disse o senador. Com informações Agência Senado

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Apenas a Igreja Católica é capaz de interpretar a Bíblia, diz Papa


Durante seu discurso no Comitê da Bíblia do Vaticano, que aconteceu na última sexta-feira (12), o papa Francisco rejeitou a interpretação subjetiva da Bíblia e disse que apenas a Igreja está habilitada a interpretar corretamente as escrituras.
“O Concílio lembrou com grande clareza: tudo o que está relacionado com a maneira de interpretar as Escrituras está, em última análise, sujeito ao julgamento da Igreja, que realiza o seu mandato divino e o ministério de preservar e interpretar a palavra de Deus”.
Esta foi uma das poucas vezes que o papa citou o Concílio Vaticano II (1962 – 1965) e a Constituição ‘Dei Verbum’ que falam sobre o papel da Igreja.
“A Sagrada Tradição transmite a Palavra de Deus plenamente (….) Desta forma, a Igreja tira a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas não só nas Sagradas Escrituras. Uma como a outra devem ser aceitas e veneradas com sentimentos semelhantes de piedade e respeito.”
É por esta tradição que ele afirma que a interpretação da Bíblia não deve ser feita apenas de forma intelectual, devendo ser confrontada e inserida dentro dessa tradição da igreja católica.
A posição de Francisco deve desagradar católicos contestatórios e os protestantes que defendem a o direito da livre interpretação das escrituras. O que para o papa não pode acontecer.
“A insuficiência de qualquer interpretação sugestiva, ou simplesmente limitada a uma análise incapaz de acolher o significado global que tem sido construído há séculos pela tradição de todo o povo de Deus”. Com informações G1.

Silas Malafaia organiza manifestação pacífica em Brasília


O pastor Silas Malafaia está organizando uma grande manifestação pacífica para o dia 5 de junho em Brasília. Milhares de pessoas deverão se juntar a ele para defender a família tradicional, a vida, a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.
A expectativa é de juntar cerca de 100.000 pessoas para protestar contra o casamento gay, o aborto e o Projeto de Lei 122 que na intenção do governo deverá ser votado ainda este ano.
Vários cantores evangélicos participarão deste evento para defender os valores cristãos, entre eles o cantor Thalles Roberto, André Valadão, Aline Barros, Eyshila, Nani Azevedo, David Quinlan, Cassiane e Bruna Karla.
Ao fazer o convite para convocar a todos que tenham este entendimento, o pastor Silas Malafaia lembra das manobras políticas orquestradas para impor a união entre pessoas do mesmo sexo. “Já que estão forçando a barra sobre o casamento gay, vamos a Brasília para dizer que estamos do outro lado”.
Ele comenta também que não será um evento voltado exclusivamente para defender o deputado Marco Feliciano, mas para mostrar a posição daqueles que são a favor da família tradicional e contra o aborto.
“Não é um ato exclusivo para apoiar Marco Feliciano, mas para marcarmos nossa posição. Vamos dar a nossa resposta. Todas as lideranças evangélicas estarão presentes, assim como a bancada evangélica. Vai ter gente de todos os lados do Brasil”, afirmou o pastor.

Evangélicos protestam pacificamente contra petistas condenados pelo STF


Nesta quarta-feira (17) um grupo de evangélicos se reuniu na sala onde acontecia a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), em Brasília, para protestar contra a permanência dos deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP), ambos condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Com placas com os dizeres “Fora Genoino”, “Sim à Família”, “Cristão protesta com educação” e outras, os manifestantes não atrapalharam a sessão e nem fizeram tumultos.
O protesto também serviu para pedir a permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). O parlamentar que é pastor evangélico tem enfrentado diversos protestos por acusações de racismo e homofobia.
Por conta dos tumultos causados pelos manifestantes que tentam barrar as reuniões da CDHM, a reunião desta quarta aconteceu em uma sala fechada ao público para que as pautas não fossem prejudicas.
Fora CCJ
Malafaia elogia protesto pacífico
Ao tomar conhecimento da atitude dos evangélicos que não atrapalharam a reunião da CCJ, o pastor Silas Malafaia parabenizou o ato e disse que os envolvidos ensinaram os ativistas gay (que protestam contra Feliciano) como se deve fazer uma manifestação.
“O que vimos acontecer agora em uma manifestação na CCJC, pedindo a saída de José Genoino e de João Paulo Cunha, deputados condenados pelo STF no processo do mensalão, é uma aula de democracia e civilidade. Nenhuma gritaria, nenhum palavrão, nenhum cartaz com ofensas morais. Na verdade, nenhuma palavra dita, apenas cartazes com dizeres civilizados.”
Malafaia está organizando uma manifestação pacífica em nome da família tradicional, contra o aborto e pela liberdade de expressão e religiosa para o dia 5 de junho.

sábado, 13 de abril de 2013

Pr. José Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, diz que Marco Feliciano só quer tirar proveito da situação

Pr.Marco Feliciano na AD ministério do belém SP

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) "está querendo tirar proveito" da onda de protestos para que ele deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
A opinião é de José Wellington Bezerra da Costa, 78, reeleito anteontem presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, principal entidade da maior denominação evangélica do país, da qual Feliciano faz parte."Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. Bobo ele não é", afirma Wellington, lembrando, no entanto, que a entidade dá "respaldo" para o deputado --que antes da polêmica era pouco conhecido fora dos círculos evangélicos.
Wellington é presidente da Convenção há 25 anos. Nesse período, a Assembleia se consolidou como uma potência religiosa (12,3 milhões de fiéis) e política (28 deputados federais).
"Somos muito assediados [por políticos]", diz o pastor, que apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff: "A candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição".

José Wellington

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Andre Borges/Folhapress
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O pastor José Wellington, 78, confirmou o favoritismo e foi reeleito presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país
Folha - Há um levante preconceituoso contra o Feliciano?

José Wellington - O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é.
Agora, eu acredito que há uma exploração, há uma exploração muito grande do pessoal do lado de lá [críticos de Feliciano]. A verdade é essa: nós estamos juntos da Igreja Católica. Porque a Igreja Católica não aceita. O que nós não aceitamos a Igreja Católica não aceita.
Um bispo de São Paulo me telefonou e disse: "Pastor, vamos fazer uma dobradinha, temos de marchar juntos porque não aceitamos". Eles não aceitam aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo. Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse.
Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência... Porque eu em janeiro agora completei 25 anos na presidência da Convenção Geral, fui reeleito nove vezes. Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais 'assembleianos'. No total, são 80 os parlamentares evangélicos em Brasília [de diferentes denominações].
O Marco Feliciano... Ai, não foi porque ele é evangélico, foi um acordo do partido. Destinaram aquilo para o PSC. Coube ao Marco Feliciano e ele abraçou. Como ele antes de ser presidente dessa comissão havia feitos alguns pronunciamentos... Nós não aceitamos o comportamento dessa gente, mas não os perseguimos. Não temos qualquer preconceito com eles. Absolutamente nada. É que o grupo que está apoiando essa gente, balizou, aqui no Congresso, algumas leis que estão dando muito, muita força para essa gente, e dizem que o preconceito é nosso. Pelo contrário, eles é que são os preconceituosos.

FOLHA-Eles quem?

O grupo, o grupo. Porque há um grupo patrocinando isso aí. Você sabe que infelizmente que esse grupo de gays, lésbicas e essa gente cresceu demais nos últimos tempos. Há interesse da parte deles que essas leis sejam aprovadas. Mas acredito que uma sociedade sensata jamais aceitará um comportamento antissocial como esse.

FOLHA-Qual a importância do Feliciano dentro da Assembleia de Deus?

Ele é um pastor tão igual como os demais. Eu tenho um filho deputado federal [Paulo Freire (PR-SP)], estava aí. O meu filho eu vejo melhor [risos]. Mas, como pastor da Igreja, ele não tem qualquer destaque, qualquer direito a mais, nenhuma proteção a mais, ele é um pastor igual aos demais.

FOLHA-Nas sessões da Comissão, parece existir uma unanimidade contra Feliciano. Mas os valores que eles defendem são valores comuns aos 12,3 milhões de fiéis da Assembleia de Deus, certo?

Valores comuns a uma sociedade sensata, uma sociedade sadia. Quando escreveram o PL 122 [que criminaliza a homofobia], nós [evangélicos] reunimos e tomamos algumas posições em relação àquilo ali. Chamamos os deputados federais e pedimos para que eles segurassem a coisa. Eu mesmo fui lá falar com o presidente da Câmara, fui falar com gente do Senado, até o senador José Sarney [PMDB-AP, ex-presidente da Casa] me mandou uma cartinha muito bonita. É uma posição nossa mais bíblica, nada preconceituosa. Por exemplo, se chegam dois cidadãos lá [na igreja que ele comanda, em SP], se dizendo crentes e pedindo que eu faça um casamento deles eu não faço nunca [risos]. Aí a lei [do projeto] vai e me condena, diz que é discriminação, me joga na discriminação, cinco anos de cadeia, sem direito a qualquer recurso, é um absurdo um troço desse.

FOLHA-Qual a posição da Convenção sobre a alegação de Feliciano de que Noé amaldiçoou os africanos?

Essa é uma interpretação teológica. A Bíblia, quando conta a histórica de Cã, a tradução chama de Cão, né?, é que aquele filho de Noé (eram três) quando o pai tomou uns gorós e, bêbado, se despiu, ficou caído bêbado, veio um dos filho, viu os dois, e saiu criticando, né?, outro veio, de costas, e cobriu a nudez do pai, então esse o pai abençoou e outro ele amaldiçoou. Cada um interpreta como queira. Qual foi a mudança que houve, se foi de cor, eu não sei.
FOLHA-Mas eu soube que dentro da igreja a posição não é essa.

Olha, eu não sou paulista, eu sou cearense. A cor da pele não faz muita diferente não, sem dúvida nenhuma. Eu recebo o irmão pretinho, a velhinha pretinha, para mim eu tenho tanto carinho, amor e respeito quanto por qualquer outro. Acredito que essa é a posição da maioria dos pastores. Agora, ele e alguns outros pregam isso, que os negros, os africanos, são descendentes de Cão.

FOLHA-O que o conjunto de valores dos evangélicos pode trazer para a discussão dos direitos humanos?

Em primeiro lugar, eu parto da premissa da própria vida na nossa Constituição. Que todos nós somos iguais perante a lei. Alguém disse que somos quase iguais, mas a letra disse que somos iguais. Acho que todo brasileiro deve ter sua liberdade de culto, de voto, do ir, do vir, os princípios de direitos humanos que a Constituição predispõem, acredito que ali está muito correto para todos nós. E também, em relação ao Estado ser laico, eu entendo perfeitamente o texto da lei. O Estado é laico, mas o povo é cristão, o povo tem religião. De maneira que essa interpretação. Entendo é que na vida administrativa deve ser separado um do outro, são dois ramos equidistantes, porém quando se trata da vida religiosa, todo povo tem a sua religião. E eu respeito perfeitamente. Eu tenho amizade por todos eles [líderes de outras religiões].

FOLHA-Qual deve ser o papel de qualquer igreja num Estado?

Em primeiro lugar, nós trabalhamos para paz social, na recuperação da criatura humana. Eu entendo que o homem, em si, tem condição de se recuperar em qualquer circunstância da vida. O lado social, o benefício à criatura humana em todas as áreas da vida, desde a educacional, da alimentação, da parte familiar, da parte social, de se integrar à sociedade, procurar ajudá-lo para que ele consiga emprego, trabalho, afim de que essa pessoa, que era uma pária para a nação, passe a ser um cidadão de bem, operando, contribuindo para a nação.
Na parte religiosa, nós temos muito o que ensinar da palavra de Deus, nada do José Wellington, eu prego Jesus Cristo, nosso salvador. Quando nós pregamos a bíblia, ela em si tem um poder transformador, não há necessidade de qualquer adendo, qualquer filosofia para misturar com a bíblia, ela em si já é a autoridade divina. O meu caso: aceitei Jesus com 8 anos de idade. Não fumei, não bebi, não me prostituí. Eu tenho quase 79 anos e tenho uma saúde perfeita.

FOLHA-O assédio dos políticos a vocês é muito grande?

É sim, somos bastante assediados. Só que a minha orientação como presidente foi sempre procurar ajudar os de casa. Por que, se eu elejo uma pessoa do nosso convívio eclesiástico, [é] alguém que eu tenho uma certa ascendência [sobre], que ele possa ser um legítimo representante da igreja. Temos que trabalhar os de casa. Eles merecem a atenção, a ajuda e a confiança.

FOLHA-Como vocês escolhem as pessoas que apoiam?

Chegou a ser de senador para cima, que precisa de mais votos, aí nós procuramos alguém que seja, no mínimo, amigo da igreja.

FOLHA-O que é ser amigo da igreja?

Normalmente, o senador da República já foi prefeito, já tem uma história na vida política. E nós então vamos buscar. Nós tivemos algumas dificuldades com o PT em São Paulo. Hoje não temos mais, graças à Deus por isso. Hoje tenho boa amizade com o prefeito de São Paulo [Haddad], sempre tive muita amizade com o Kassab, que saiu, tenho muito respeito e muita amizade também pelo governador, agora, eu não posso fazer divergência de partidos, eu trabalho com o povo. Na Igreja eu tenho PT, eu tenho PR, tenho PSDB, cada um acha que sua filiação está correta, Deus te abençoe. No contexto geral, somos crentes.

FOLHA-Qual a sua opinião sobre a Dilma?

Eu vejo com muito bons olhos. Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado [as expectativas]. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.

FOLHA-Vocês apoiam ela em 2014?

Eu até teria muito motivo para dizer não, mas esqueço tudo isso aí a bem do povo, ela tem sido muito correta na administração do nosso país.

FOLHA-Com "PT de São Paulo" o senhor quer dizer Marta Suplicy?

[Risos] Deixa isso pra lá. O meu concorrente [na eleição desta semana], pelas informações que eu tenho ele recebeu todo o beneplácito do Planalto. Eu não recebi, e não recebi porque também não pedi. Na nossa igreja em São Paulo nunca entrou um centavo nem da prefeitura, nem do Estado nem da nação. Nunca pedi, de maneira nenhuma. A presidenta, num ano desses, eu estava aniversariando e ela foi lá me ver, me dar os parabéns. Foi lá com quatro ministros, o Padilha e outros mais. Recebi com muito carinho, muito amor, perfeitamente. Mas não peço. Agora, entendo que, se algum dia precisar pedir, sou um brasileiro que paga imposto, tenho tanto direito quanto os demais.

FOLHA- E o senhor tem um poder muito forte.

Vou dizer uma coisa para você. Eu não sou político, sou de uma família de políticos. Meu irmão foi deputado estadual durante três legislaturas. Minha filha é vereadora em São Paulo, a Marta, foi reeleita agora pela terceira vez. O Paulo foi eleito deputado com 162 mil votos, uma votação relativamente boa para São Paulo. E acredito que, pelo trabalho que ele está fazendo, talvez supere os 200 mil votos agora [em 2014]. Na eleição passada, ainda o [Orestes] Quércia [ex-governador de São Paulo, morto em 2010] era vivo, ele foi lá na nossa Igreja, ele, [o ex-prefeito Gilberto] Kassab e o [ex-governador José] Serra. Eles me convidaram para que eu fosse suplente. E eu então agradeci a gentileza deles e pedi dois dias [para pensar]. Eu até brinquei: "Deixa eu consultar minhas bases por dois dias". Na verdade, eu não ia aceitar. Eles voltaram, eu agradeci, educadamente. Então o Quércia disse: "Pastor, eu estou doente, você vai ser o senador". Eu disse: "É por isso que eu não quero". Eu não tenho tempo para mexer com a política. Não quero. A minha vocação é a igreja. Em São Paulo, nós temos 2.300 e poucas congregações [filiais] ligadas ao nosso ministério. É um batalhão de gente.

No total, a Convenção tem quantas Congregações?

O número de evangélicos da Assembleia de Deus é um ponto de interrogação. Em 1994, eu já era presidente, eu fiz um censo entre nós e na época nós contamos 12,4 milhões de crentes na Assembleia de Deus. O crescimento da Assembleia de Deus, é o levantamento que eu tenho, é de 5,14% ao ano. Quando estou falando de membro estou falando daquele que foi batizado e tem responsabilidade na Igreja. Quando o Fernando Collor era presidente eu falei: "Presidente, se nós fôssemos políticos, a Assembleia de Deus teria muito mais condição de contar com o povo do que o seu partido, porque vocês não têm uma filial em todos os municípios do Brasil." A Assembleia de Deus temos em quase todas as vilas de todos os municípios do Brasil nós temos um templo. São mais de 100 mil templos que tem a Assembleia de Deus no Brasil.

FOLHA- A revista britânica "The Economist" recentemente comparou o papa a um presidente de uma empresa. É isso mesmo?

A igreja tem os dois lados. Tem o lado espiritual e o lado material, o lado social. No lado espiritual, é a bíblia, oração, jejum, ensinamento bíblico. Do lado material, do lado do patrimônio, é uma empresa que nós temos que administrá-la de acordo com as leis vigentes no país. A Assembleia de Deus difere de outras igrejas evangélicas. Nós não vivemos correndo atrás do dinheiro. O dinheiro para nós não é o essencial. Nosso desejo é ganhar almas para Deus, o benefício da criatura humana. Nós somos um povo de vida social modesta mas que procura cuidar da igreja administrando-a seguramente.

FOLHA- Qual a receita anual de todas as Assembleias juntas?

Não sei. Não estou lhe negando, porque esses valores [não são] da Convenção Geral. E a Convenção Geral tem o caixa mais pobre do mundo. Estou há 25 anos e desafio qual é o tesoureiro que possa dizer: "O José Wellington usou R$ 0,05 do caixa".

FOLHA-E da Convenção?

São R$ 7 [milhões] ou R$ 8 milhões. É muito pouco. A nossa contribuição mensal é R$ 5 por mês [por obreiro], vou aumentar isso aí. Cada igreja tem a sua autonomia administrativa. Lá em São Paulo, essas 2 mil e poucas igrejas, essas todo o dinheiro vem para o Belém [central da congreção de Wellington em São Paulo]. E ali a gente administra e repassa para as construções e compromissos da igreja.

FOLHA-A maior parte que vocês juntam é gasto com o trabalho social? Tem muita gente que acha que as igrejas evangélicas servem para enriquecer os pastores.

Fui comerciante em São Paulo, e quando saí, não saí rico, mas com uma vida econômica estável. E o que eu tinha eu conservei até agora. Eu tenho algumas propriedades, eu já tinha uma boa casa onde morar, carro novo, caminhão. Não joguei fora, conservei. Mas digo por experiência: se alguém pensa em ser pastor para ganhar dinheiro, pode procurar outra profissão. Estou falando pastor, não estou dizendo essa turma que vive explorando, arrancando dinheiro do povo. A Assembleia de Deus não faz isso.

FOLHA-Quem faz isso?

[risos] Você é um moço inteligente. A televisão está cheia dessa gente. Nosso afã não é esse. Estou construindo um templo-sede em São Paulo, porque nossa igreja na verdade ficou muito pequena, então compramos uma quadra e gastamos aí uns R$ 47 [milhões], R$ 48 milhões. Estamos no acabamento. [Perguntam]: "Quando o senhor vai inaugurar?" Quando o dinheiro der [risos].

FOLHA-Houve um aumento de quase 50% nos fieis da igreja entre 2000 e 2010, segundo o Censo. Por que cresceu tanto?

Existem duas operações. Primeiro, a bênção de Deus sobre nós. E em segunda lugar é que a salvação que recebemos de Jesus é tão boa, ela é tão gostosa, nos trás tanta alegria, tanta satisfação, que todo crente tem o prazer de dizer que é crente. Nós transmitimos para o nosso semelhante aquilo que Deus fez na nossa vida. Então, nessa demonstração de fé, estamos ganhando outros para Jesus. Aí está o crescimento da Assembleia de Deus. Não é nossa filosofia, não é nosso preparo cultural, é esta vida saudável que recebemos de Deus e partilhamos com aqueles que estão em volta de nós.

FOLHA-Com esse crescimento da igreja, e à luz do que ocorre com o Feliciano, o senhor sente um aumento do preconceito contra os evangélicos no Brasil?

Não, ao contrário. A minha geração, quando eu era criança, eu me recordo muito disso aí, quantas vezes os irmãos iam dirigir cultos ao ar livre, e terminava debaixo de pedradas, jogavam pedras, jogavam batatas, ovos, cebolas, era um negócio tremendo. Nós sofremos isso aí. Na época, nas cidades do interior do Ceará, se somavam um chefe religioso, um delegado de polícia e um juiz de direito e os três... Templos nossos foram destruídos, entravam nas casas do crentes, arrancavam as bíblias, faziam fogueira de bíblias nas praças, isso aí nós chegamos a conhecer no meu tempo. De lá para cá melhorou muito. Por que? Ontem, nossa penetração social era classe D para baixo. Hoje, pela graça de Deus, conseguimos alcançar uma classe social mais alta. A nossa igreja tem juiz de direito, tenho 14 netos e todos eles formados, quatro médicos. Então essa penetração social, ela mudou a visão da Assembleia de Deus. Esse problemazinho do Marco Feliciano é muito mais de enfeite da mídia e um pouco de proveito dele.

FOLHA-Às vezes, parece que ele está sozinho.

Nós temos por ele muita amizade e queremos o melhor para ele. Agora, não fomos nós que o indicamos para presidente da Comissão. Agora, já que ele está lá, vamos procurar dar um respaldo. Desde que também ele tenha um comportamento que não venha a comprometer a igreja.

FOLHA-Ele atraiu uma atenção negativa para a Assembleia?

[risos] Não, ele está tirando proveitozinho porque ele é vivo, né?

FOLHA-Essa campanha [para a Convenção] é parecida com a de uma campanha política?

Infelizmente, é. Não era assim. Eu me recordo de quantas vezes eu me reunia com as lideranças da nossa igreja numa convenção, não tão grande quanto essa, e os candidatos ali e nós votávamos por aclamação e OK.

fonte:Folha SP

quinta-feira, 11 de abril de 2013

CGADB: Em votação apertada Pastor José Wellington é reeleito presidente da Convenção Geral das Assembléia de Deus do Brasil


Na Quadragésima Primeira Assembléia Geral Ordinária (AGO) houve a eleição para o novo presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB) e nela mais uma vez o pastor José Wellington Bezerra da Costa foi reeleito presidente da convenção com 54% dos votos válidos.
Pastor José Wellington
O presidente José Wellington irá liderar a CGADB, maior convenção das Assembléias de Deus no país, por mais quatro anos. É a trigésima primeira reeleição do pastor para o cargo mais alto da entidade, o que totalizará 26 anos a frente da convenção.
Concorrendo contra o presidente reeleito houve apenas o pastor Silas Câmara, presidente da Assembléia de Deus de Belém, conhecida também como “Igreja-Mãe”, já que foi a primeira da denominação no Brasil. Dentre os 16410 votos válidos dos milhares de pastores aptos a votar, José Wellington obteve 9003 votos (54%) e contra 7407 (46%) de Silas Câmara. Ainda houveram 162 votos brancos e 175 nulos.
A anúncio do resultado da eleição e toda a apuração transcorreram sem maiores problemas e houve uma pequena comemoração por parte dos apoiadores do Pastor José Wellington. Os demais vencedores da eleição para outros cargos da CGADB serão divulgados durante a madrugada desta quinta (11 de Abril) para sexta (12 de abril).
Às 22 horas e 34 minutos, quando faltavam poucos votos para presidente a serem contados, o Pastor Samuel Câmara realizou o discurso reconhecendo a vitória de José Wellington, onde afirmou que “deseja a ele todo sucesso e toda felicidade” e agradeceu a toda a equipe de campanha e demais participantes e organizadores da 41ª AGO. Câmara também ressaltou que “só chegarmos até aqui é uma grande contribuição que damos a Assembléia de Deus” e enfatizou que “até quando não ganhamos a eleição, nós contribuimos para que a Assembléia de Deus vá mais longe”.
Às 22:38 houve uma oração onde o resultado da eleição para presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil foi entregue à Deus.
fonte:gospel +

terça-feira, 9 de abril de 2013

Convenção geral das Assembleias de Deus aprova moção de apoio a Feliciano

No segundo dia da convenção geral das Assembleias de Deus do Brasil, em Brasília, os pastores aprovaram nesta terça-feira (9) uma moção de apoio ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Segundo o presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), pastor José Wellington, o pedido foi apresentado ao final da reunião de trabalho e aprovado em votação simbólica. No momento da aprovação da moção, quase metade dos presentes já havia ido embora.
O documento deverá ser enviado à presidente Dilma Rousseff e ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Depois da votação, Marco Feliciano pediu a palavra, subiu ao palco e agradeceu o apoio e disse "nunca houve uma comissão com tanta oração. Os pastores estão orando pela minha vida e pela comissão. Venceremos esta batalha. Quero agradecer essa moção". Feliciano referia-se à CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados, a qual preside mesmo sob pressão para que renuncie ao cargo.
"Graças a Deus permanecemos firmes até aqui. Chegará o tempo que nós, evangélicos, vamos ter voz em outros lugares", afirmou Feliciano. "O Brasil todo encara o movimento evangélico com outros olhos", completou.
Feliciano falou por menos de cinco minutos no evento, que começou ontem e vai até a próxima quinta-feira em Brasília. A convenção reúne cerca de 24 mil pastores da Assembleia de Deus, denominação evangélica a que pertence Feliciano.
Na próxima quinta-feira, os pastores devem eleger o novo presidente da Assembleia de Deus e diretores.
A presidência é disputada pelos pastores José Wellington, no comando da entidade desde 1988, e Samuel Câmara, que faz oposição a ele.
 por: Camila Campanerut
 UOL, em Brasília

Líder evangélico visita papa e anuncia que “ecumenismo vai avançar”


O Papa Francisco recebeu ontem (8) Nikolaus Schneider, o presidente da Igreja Evangélica da Alemanha, sua esposa e uma comitiva em uma audiência privada. É a primeira desse tipo desde que o novo pontífice assumiu.

Segundo o porta-voz da Santa Sé, Frederico Lombardi: “o encontro foi extremamente frutuoso e significativo do objetivo ecumênico que também neste pontificado se leva por diante sem incertezas”.

Schneider cumprimentou o Papa pela sua eleição e afirmou ser “entusiasmante” a escolha do nome Francisco, pois lembra “um santo que fala verdadeiramente a todos os cristãos”. Schneider e o Papa falaram sobre o “valor do ecumenismo dos mártires”, recordando o sofrimento dos fiéis de várias confissões cristãs que morreram durante o regime nazista. “O sangue derramado dos mártires é algo que une profundamente as diferentes confissões cristãs no testemunho comum por Cristo”.

Em 2017, a Igreja Luterana irá comemorar os 500 anos da Reforma Protestante, que gerou a separação dos evangélicos de Roma. Schneider ressaltou que será um momento extremamente importante para a Igreja evangélica. Ambos falaram sobre os avanços no ecumenismo e nas relações entre a Igreja Católica e a tradição da Reforma.

Foi lembrada também a visita de Bento 16 a Erfurt, Alemanha, em 2011, quando o agora papa emérito se reuniu com representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã no antigo convento dos Agostinhos, onde viveu Martinho Lutero (1483-1546) antes de iniciar a Reforma.

Com informações da Acessoria de Impressa Vaticana.

domingo, 7 de abril de 2013

Catedral assina com a Sony Music


Nesta quinta-feira (4) Mauricio Soares, diretor de A&R da Sony Music, anunciou pelo Twitter a contratação da banda Catedral, um dos grupos de rock gospel mais antigos do país.
A novidade é que a gravadora estará distribuindo não apenas o CD da banda como também os trabalhos solo do cantor Kim. “@kimcatedral @juliocatedral – Banda Catedral – são os mais novos contratados da @sonymusicgospel”, escreveu Mauricio em seu microblog.
Formada em 1987, a banda sempre usou letras poéticas para falar sobre temas como amor e política, a mensagem cristã era passada de forma bem sutil o que levou o grupo para lugares onde a música gospel não poderia entrar.
Kim, Guilherme Morgado e Júlio Cezar devem preparar um trabalho novo pela Sony para retomar com os trabalhos da banda que desde 2011 não lança CDs para o público que tem acompanhado os músicos nesses mais de 20 anos de carreira.

Isso é democracia, diz Joaquim Barbosa sobre o caso Feliciano


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, disse durante sua participação em um evento na Universidade de Brasília (UnB) que a eleição do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria é legítima e que as manifestações contra ele fazem parte da democracia.
O presidente do STF foi questionado por uma aluna da UnB sobre a polêmica que já dura mais de 20 dias e disse que a tal pergunta o colocava em uma “saia justa” já que o assunto divide opiniões em todo o país.
Mesmo assim Barbosa deu sua opinião: “O deputado Marco Feliciano foi eleito pelos seus pares para assumir um determinado cargo dentro do Congresso Nacional, na Câmara. Os deputados assim o fizeram porque está prevista regimentalmente essa possibilidade”.
O ministro também comentou sobre os protestos dizendo que “a sociedade tem também o direito de se exprimir, como vem se exprimindo, contrariamente à presença dele neste cargo”. Para Joaquim Barbosa essas ações fazem do Estado Democrático de Direito. “Isso é democracia”, disse ele. Com informações da VEJA.

Arqueólogos alegam ter encontrado a “porta do inferno” citada em Apocalipse


Um lendário portão para o submundo foi descoberto na Turquia por uma equipe de arqueólogos na antiga cidade frígia de Hierápolis. Trata-se de uma caverna que era mencionada na antiga mitologia e nas tradições greco-romana como a porta de entrada para o “submundo” ou “mundo dos mortos”.
Embora na mitologia tenha recebido o nome de “Porta de Plutão”, foi chamada de “Entrada do Inferno” pelo filósofo Cícero e pelo geógrafo Estrabão. Para os gregos, a entrada da caverna “vomita” vapores nocivos, capazes de matar qualquer coisa que cruze seu caminho.
“Todo animal que entrar ali, encontrará a morte instantânea”, dizem os escritos de Cícero. “Lancei para lá pardais e eles caíram imediatamente”. “Este espaço está tão cheio de vapor nebuloso e denso que dificilmente se pode ver o chão”.
Francesco D´Andria, professor de arqueologia na Universidade de Salento, que participou da descoberta da caverna, explicou que após a escavação do local, os arqueólogos encontraram colunas com inscrições dedicadas às divindades do submundo Plutão e Kore.
Sacerdotes faziam no local sacrifícios de touros a Plutão, levando os animais para dentro da caverna que emana  dióxido de carbono, explicou o arqueólogo. Acredita-se que o local de culto pagão foi destruído pelos cristãos, no século VI, e também sucumbiu após terramotos na região.
“Trata-se de uma descoberta excepcional, pois confirma e esclarece as informações que temos das fontes literárias antigas e históricas”, disse Alister Filippini, um pesquisador da história romana.
Esse local também pode ser uma “dica profética” de onde o Anticristo irá surgir antes do fim do mundo. O termo usado pelos gregos para Hades é o mesmo usado na Bíblia para falar do inferno, ou mundo dos mortos. Segundo o site WND estudantes de profecia veem uma semelhança dessa porta para o Hades com o termo “abismo” usado no livro de Apocalipse (9:2-3) e o fato de ele “exalar fumaça”.
Segundo Plínio, o Velho, conhecido historiador do primeiro século, Hierápolis também era conhecida como “Magogue”, citada pelo profeta bíblico Ezequiel, como um dos exércitos que iria invadir a terra de Israel pouco antes do retorno de Jesus. Para muitos professores de Bíblia, a batalha de Gogue de Magogue seria um embate preliminar e distinto da batalha final do Armagedom.
Hipólito de Roma (170-235), um teólogo cristão dos primeiros séculos, identificou Magogue uma região da Ásia Menor que é a Turquia moderna.  O reformador Martinho Lutero (1483-1546) entendia Gogue como uma referência aos turcos, povo que Deus havia enviado como um flagelo para punir os cristãos. O avivalista João Wesley (1703-1755), em suas notas explicativas em Ezequiel 38 e 39, identificou as hordas de Gogue e Magogue com “as forças anticristãs” que se levantariam da Turquia.  CI Scofield (1843-1921) e Charles Ryrie, famosos por suas Bíblias de Estudo ligavam Gogue e Magogue indizivelmente com o Anticristo e seus exércitos.  Se todos esses teólogos estavam corretos, e Anticristo tem uma ligação com o local geográfico que exala fumaça, o abismo ou a porta do inferno.Com informações WND.

sábado, 6 de abril de 2013

Revista Time destaca força dos evangélicos latinos


Mesmo em tempos de internet, a revista Time ainda é considerada uma das mais influentes do mundo. Na semana passada, sua matéria de capa foi sobre o julgamento de legitimidade do casamento gay na Suprema Corte. Esta semana, abordou a grande influência das igrejas evangélicas latinas no cenário atual.
“The Latino Reformation”, diz a manchete em letras amarelas, o subtítulo anuncia: “por dentro das igrejas hispânicas que estão transformando a religião na América”. De maneira direta, a publicação reconhece que existe uma mudança no cenário religioso dos Estados Unidos, que poderá influenciar todo o mundo no futuro.
A ascensão da influência latina já foi reconhecida politicamente nas últimas eleições presidenciais. Os estudiosos já apontavam anos atrás que, enquanto a maioria dos brancos estão cada vez menos religiosos, a “Reforma Latina” faz com que igrejas frequentadas pelos latino-americanos ou seus descendentes dobrem de tamanho em poucos anos.
Assim como em seus países de origem, muitos desses fiéis eram católicos, mas acabaram sendo atraídos pelos cultos pentecostais, sua música alegre e promessa de milagres e prosperidade. Em especial para os imigrantes de primeira geração, as igrejas tornaram-se uma espécie de refúgio, quase uma nova família longe de casa.
Com os recentes debates no Congresso americano sobre leis de imigração, milhares desses evangélicos latinos poderão ficar de vez nos Estados Unidos, o que certamente influenciará as próximas gerações. Afinal, os evangélicos latinos são o segmento que mais cresce na igreja da América. Segundo o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, mais de dois terços dos 52 milhões de latinos que vivem nos EUA são católicos; em 2030, esse percentual poderia estar mais perto de 50%, pois muitos estarão se tornando evangélicos como na maioria dos países da América Latina.
Um dos sinais claros desta crescente influência é a consolidação de megaigrejas hispânicas, com cultos em espanhol. Não mais como um ministério dentro das igrejas cuja maioria dos membros é nascido nos EUA e só fala inglês.
O Pastor Wilfredo De Jesús, por exemplo, lidera a Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, em Chicago, com 17.000 mil membros. Em 2000, eram apenas 100 pessoas por culto. Essa é, hoje, a maior igreja das Assembleias de Deus de todos os Estados Unidos. E o processo se inverteu, são as igrejas latinas que hoje tem um ministério em inglês para alcançar as gerações mais jovens, que não domina ou não quer falar espanhol.  Além disso, tornou-se mais fácil enviar e sustentar missionários para países latinos onde os evangélicos ainda são minoria, mas o dólar continua forte.
A ascensão dos evangélicos latinos cada vez mais se torna um desafio, tanto para a Igreja Católica Romana quanto para a Convenção Batista do Sul (SBC), a maior denominação evangélica dos EUA. Richard Land, ex-presidente da Comissão de Ética da SBC e da Comissão da Liberdade Religiosa, desafiou os pastores batistas há quatro anos a investir na evangelização dos latinos. Ele estima que 40% dos Batistas do Sul são imigrantes em situação irregular no país. Rick Warren, pastor da Igreja Saddleback, na Califórnia, admite ”O maior crescimento de todos ocorre nas igrejas pentecostais”, disse. ”É uma história que não pode ser mais ignorada”.