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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Parábola das dez virgens

ILUSTRAÇÃO >>>>>>>>>>>>>>>>>>>



Parábola das dez virgens.

Mateus 25:1-13

“ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. 3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. 4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. 5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. 6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. 7 Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. 8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. 10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. 11 E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. 12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.”

Mateus neste texto nos relata a Parábola das 10 virgens. As virgens representam todos os crentes. O que significa que, na igreja, há dois tipos de crentes: O Prudente e o Néscio; o vencedor e o derrotado. E o que diferencia o Prudente e Vencedor, nesta parábola? É que, além da lâmpada, ele tem azeite sobrando. O Néscio e derrotado, não é cheio do Espírito Santo O outro aspecto que precisa ficar claro é que a ênfase da parábola à luz da hermenêutica, não é a salvação do indivíduo do inferno, mas o Reino do Senhor Jesus Cristo. Tanto esta parábola como a dos talentos (também o capítulo de Mateus 25) falam acerca do Reino de Deus. Atente bem para o que diz Mateus no primeiro verso “ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.”

Isto posto, a partir de agora, vamos explicar o significado de alguns termos desta parábola:

As Noivas - representam os crentes;
O Noivo, representa o Senhor Jesus Cristo.
As Virgens - o termo não deve ser visto literalmente. Todos os crentes são vistos como Virgens diante de Deus – separados para o deleite de Deus;
O número 10 - significa a completude da responsabilidade humana. Por isso nós, os homens, temos 10 dedos nós pés e nas mãos. Por isso os mandamentos que Deus deu a Moisés são 10. Isso significa que essas 10 virgens englobam todos os crentes de todas as épocas;
Lâmpada - O que significa na Bíblia? Provérbios 20:27 diz que o espírito do homem é a lâmpada do Senhor. Essas lâmpadas que estavam com as virgens representam nosso espírito recriado. O nosso espírito é como uma lâmpada que foi acesa diante de Deus.
O texto diz que cinco das virgens eram néscias. Podemos dizer que elas eram crentes, por alguns motivos:

A Bíblia fala que elas eram todas virgens – isto nunca é colocado em dúvida, esta não é a questão principal desta Parábola. A grande questão não é se as virgens eram falsas ou verdadeiras, mas se eram néscias ou prudentes. Se fossem falsas, o Senhor teria dito. Elas tinham luz em suas lâmpadas; isto significa que elas nasceram de novo, tiveram seu espírito recriado na conversão. Por outro lado, se essa lâmpada também significa obras, quer
dizer que elas tinham obras, testemunho diante de Deus; se a lâmpada significa a Palavra, quer dizer que elas tinham a Palavra consigo. (Salmo 119:105 “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para os meus
caminhos”).

Todas elas foram encontrar-se com o noivo. Se elas não fossem crentes, elas nunca iriam se encontrar com o noivo, assim como bandido não vai se encontrar com a polícia, lembre-se do que diz o adágio popular: “no lugar
que tem polícia o malandro não encosta, lagoa que tem piranha jacaré nada de costa”. O incrédulo não vai atrás de Cristo. É o Senhor Jesus Cristo que toma a iniciativa de amor indo de encontro com o homem perdido sem Deus.

No verso 6 “Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.” se diz que ouviu-se um grito, que é a voz do arcanjo; é a voz da sétima trombeta do Apocalipse. E quando este arcanjo tocar, então todos vão ressuscitar. E todas elas ouviram a voz do arcanjo, o que significa que elas eram crentes. As ovelhas reconhecem a Voz do Sublime Pastor!

Por fim nos é dito que todas elas tinham óleo nas lâmpadas. O problema é que elas não tinham azeite sobrando. O Azeite nas Sagradas Escrituras simboliza O Espírito Santo.

Outra diferença: se o Senhor não tivesse demorado, as virgens néscias teriam entrado pela porta. O grande teste então foi o tempo. Há muitos crentes que vão bem na sua jornada cristã, mas logo desistem, vão perecendo pelo caminho vão se desviando.

Ainda há outro aspecto que precisamos considerar com muita seriedade diante do Senhor: quando o noivo chegou, as virgens néscias pediram azeite às prudentes que disseram não, o que isto significa? Significa que cada um de nós deve ter a medida da Unção individualmente. Se as néscias não fossem crentes, as prudentes nunca poderiam ter negado do Espírito para elas. Elas disseram: vão comprar! Ora, se a parábola estivesse falando de salvação, a salvação poderia então ser comprada com obras por exemplo, ou está à venda?
Não; a Salvação é de Graça (“pela Graça sois salvos mediante a fé, e isto não vem de vós é dom de Deus”). Se as virgens néscias eram descrentes, então as prudentes pecaram, porque não quiseram dar do que tinham às outras. E A Bíblia não as repreende por isso. E no verso 13 o Senhor nos manda vigiar, pois não sabemos o tempo e a hora. Descrente não vigia, ele anda gozando a vida e seus prazeres regaladamente sem nenhuma preocupação com o seu destino na era vindoura – agora aqueles que vigiam são os crentes.

Agora entendemos que todas 10 virgens são crentes e que há na Igreja os crentes néscios e os crentes prudentes. O Prudente é aquele que edifica a sua vida em segurança, sobre a Rocha – que pratica a Palavra, tem realidade
e conteúdo espiritual. Aquele que está em linha com a Palavra de Deus não pode ser abalado.

E qual foi a insensatez que estas virgens cometeram?

Reino é tomado por esforço, e a Salvação é pela Graça!

Elas tinham apenas a lâmpada acesa – eram salvas da perdição do inferno -, mas não tinham azeite sobrando – não eram cheias do Espírito Santo. O azeite sobrando é a qualificação para reinar com o Senhor Jesus. O azeite é algo de que temos que nos encher a cada dia, pois vai se acabando, logo precisa ser cheio e renovado constantemente. Quem é cheio do Espírito quer fazer algo na direção do Espírito Santo, é gente comprometida, é séria e quer ver algo acontecendo, pois elas sabem que o Reino é tomado por esforço, e a Salvação é pela Graça. (Mateus 11:12 “Desde os dias de João Batista até agora o Reino dos Céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.”)

Porque as virgens prudentes não atenderam ao pedido das virgens néscias e não lhes deram azeite?

É porque há coisas que ministramos e outras que damos. O verso 7 fala que as virgens néscias, quando acordaram, queriam que as prudentes dessem a elas azeite. Mas estas mandaram comprá-lo. Comprar na Bíblia, é algo cheio de significado. Na Bíblia há muitas coisas gratuitas – como a salvação -, mas há outras coisas que temos que pagar um preço para tê-las.

Eu posso ministrar o batismo no Espírito Santo, mas não posso encher ninguém do Espírito Santo; cada um é responsável por encher-se e para isto o apóstolo Paulo dá a receita em Efésios 5:18-20 “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; 19 Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; 20 Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; 21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.” Como você vê amado leitor, este enchimento do Espírito Santo não é uma mera transferência de poder ou capacitação para obras de Deus, com uma oração impondo as mãos sobre a cabeça do indivíduo, empurrando, derrubando,
soprando, lançando o “paletó santo” sobre o indivíduo, com palavras mágicas, tal como temos visto no evangelicalismo moderno; nas ocorrências dos “Encontros Tremendos” onde o indivíduo entra pecador, e em três dias já sai prontinho batizado com Espírito Santo! Isto é vulgarizar a Palavra de Deus!

Sabemos que há no nosso meio irmãos que não gostam do termo “pagar o preço”, porque dizem que tudo é de graça. Mas, a Bíblia não nos ensina que tudo é de graça. Ela nos diz que há coisas que têm um preço. Provérbios 23:23 “Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento.” nos fala de coisas que devemos comprar.

Por exemplo ser um Mestre na Palavra requer tempo, oração, contemplação, estudo, pesquisa, esforço e disposição. Fala que a operação da vida e da unção tem um preço: entrar na morte. Morte é qualquer coisa que implica na suspensão dos nossos direitos legítimos e vitais. Ora, se temos direito de comer, mas abrimos mão dele para jejuar e ter unção, isso é morte. Se temos direito de dormir, de passear, e abrimos mão deles para orar, isso é morte. E quando pagamos o preço, a Vida de Deus vê.

Em Apocalipse 3:18 “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.”, na carta à igreja em Laodicéia, o Senhor nos aconselha a comprar ouro, que nos fala da natureza do caráter santo de Cristo; vestiduras brancas, que nos falam dos atos de justiça dos santos e da Santidade de Deus
e colírio, para vermos, para enxergarmos as coisas de Deus, para termos discernimento e percepção espirituais. Há muitos que são naturais e só vêem o que é palpável. Ter unção e um constante jorrar de vida implica, muitas
vezes, em muito choro, lágrimas, jejum, oração e perseverança. Há um preço a ser pago.

Verso 5. Todos nós iremos morrer a vida física um dia, ou seremos arrebatados (embora já tenhamos morrido com Jesus Cristo incluídos na sua morte, na cruz do calvário), assim como as virgens simbolicamente morreram
quando estavam dormindo. Dormir na Bíblia pode significar duas coisas:

Apostatar-se da fé: (Romanos 13:11-14 “E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. 12 A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. 13 Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. 14 Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da
carne em suas concupiscências.” e I Tessalonicenses 5:4-10 “Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; 5 Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. 6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; 7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. 8 Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; 9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, 10 Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.”);

Morrer (I Tessalonicenses 4:13 “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.” e João 11:11 “Assim falou; e depois
disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.”).

Neste texto, objeto do nosso estudo, cremos que o significado aqui é morte. Porque todas, tanto as néscias como as prudentes dormiram. Se se tratasse de apostasia, teríamos que admitir que as prudentes, também se apostataram da fé. Em segundo lugar, as prudentes dormiram e não foram de forma nenhuma afetadas pelo sono. E, em terceiro lugar, o Senhor não as repreende por haverem dormido. Por tudo isso, podemos ver que o sono, aqui, não é algo negativo. Mesmo porque o centro da parábola é o verso 13, que nos manda vigiar e orar. “Ouviu-se um grito: Eis o noivo, saí ao seu encontro!” .

Quando a Sétima Trombeta tocar, aqueles que morreram em Cristo vão ressuscitar; todos, tanto os vencedores quanto os derrotados, vão ressuscitar. Todas as virgens se levantaram, lembra-se? Isto significa que essa parábola fala da volta do Senhor Jesus.

O Verso 10 nos diz que, enquanto elas foram comprar azeite, o noivo chegou e as virgens que estavam apercebidas, que tinham azeite sobrando em suas lâmpadas, entraram para as bodas e as portas foram fechadas. Fechar a porta não significa que a pessoa perdeu a salvação; significa, sim, que o tempo para qualificação, enchendo-se do Espírito Santo, é hoje. É agora e não depois que o Senhor Jesus voltar. Em II Coríntios 5:10 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” nos é dito que todos os crentes comparecerão perante o Tribunal de Cristo. Este julgamento não é para salvação ou perdição eterna, mas para recebermos ou não o galardão de
Reinar com Cristo no Reino Milenar.

Qual a diferença entre as Virgens Néscias das Virgens Prudentes?

A grande diferença entre as virgens néscias e as virgens prudentes, além da quantidade de Azeite que elas possuem em suas lâmpadas é a seguinte: Enquanto as virgens néscias vão dormir em berço esplêndido; As Virgens Prudentes estão alertas, vigilantes, como o Coração velando no Noivo, Cantares 5:2 “Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.” Por isto, registramos aqui um alerta do apóstolo Paulo na Carta aos Efésios, 5:14-17 “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. 15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, 16 Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. 17 Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.”

Verso 11. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: “Senhor, Senhor abre-nos a porta!” Mas Ele respondeu: “Na verdade vos digo que não vos conheço”. O conhecer deste contexto é diferente de um simples conhecer; é algo mais intenso, mais profundo, mais íntimo. A Bíblia usa dois termos gregos para a palavra conhecer: gnosko (conhecimento objetivo, mental, da alma) e oido (conhecimento subjetivo, espiritual, mais intenso). A Bíblia muitas vezes, chama o ato sexual de conhecer. João 1:26,31, diz que João não conhecia a Jesus, mas é claro que ele o conhecia. Eles eram primos. João sabia quem era Jesus, o filho de Maria, mas não sabia quem era Jesus o Filho de Deus, para o que seria preciso especial revelação – mais que gnosko, seria preciso oido.

Quando o Senhor Jesus disse que não conhecia aquelas virgens néscias, será que Ele estava dizendo que não sabia quem eram elas? Claro que não, porque Deus conhece todo mundo. Ele é Onisciente, conhecedor de todas as coisas. Um clássico exemplo disto está no livro de I Samuel no capítulo 3. Samuel servia ao Senhor perante o Sacerdote Elí, num tempo de grande apostasia e falta de atividade profética, esta era a característica dos dias de Eli.

Vemos neste texto que o jovem Samuel servia o Senhor, porém Samuel não conhecia o Senhor. Ora, se Samuel servia ao Senhor, ele sabia quem era o Senhor. É como muitos crentes, que servem ao Senhor, porém não o conhecem na intimidade, em realidade e em espírito. O conhecimento do Senhor nos transforma, nos muda e nos conquista. A salvação é uma questão de conhecermos a Deus, é uma Porta dimensional que se nos abre para percorrermos O Caminho, mas o Reino é uma questão de Deus nos conhecer.

Para encerrarmos esta parábola, precisamos ter clareza de que, para sermos vencedores, não termos apenas que a Lâmpada acesa. É preciso ter azeite sobrando na vasilha. As virgens não foram julgadas por algo que fizeram ou deixaram de fazer. A grande questão não eram as obras, muitos espíritas na sua ignorância fazem muito mais obras do que o povo evangélico, pensando que com isto ganharão a salvação. Apesar das obras serem importantes, frutos de um coração convertido em fé. A grande questão era se estavam ou não cheias do Espírito Santo, com Azeite derramando em suas candeias. Eis aí porque nós somos tão radicais quanto à necessidade de estar cheio do Espírito Santo. É que não há como ser vencedor sem ser cheio do Espírito Santo. Sem estar cheio do azeite do Espírito Santo ninguém vai ser arrebatado.

No arrebatamento vai ser apenas para o crente vencedor. Nem todos os crentes vão ser arrebatados. Não basta estar com a vida correta e irrepreensível – até porque há muitos não-crentes que têm uma vida mais correta do que muitos de nós. É preciso ter algo mais – é preciso ter algo que o mundo não tem. Em nossa igreja somos tão radicais quanto a este aspecto que ninguém assume nenhuma função de liderança sem estar cheio do Espírito Santo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O poder da palavra do Senhor nosso Deus


O poder da palavra do Senhor nosso Deus SL. 12.6,7

INTRODUÇÃO: O termo "palavra" é proveniente do grego "parabole", modificado pelo latim "parabola". No dicionário pode assumir diferentes sentidos. Em nosso estudo empregaremos apenas dois destes sentidos. Utilizando-o como sinônimo de "vocábulo", (som articulado provido de significação ou sua representação gráfica) grafaremos "palavra" com "p" minúsculo. Utilizando como sinônimo de "discurso", ou "mensagem", grafaremos "Palavra" com "P" maiúsculo.
A analisarmos a Palavra como sinônimo de mensagem ou comunicação, dentro de uma abordagem lingüística devemos sempre estar identificando 3 elementos participativos da comunicação, quais sejam:
1- a origem da Palavra (o autor); Deus
2- o destino da Palavra (o receptor); Nós
3- o veículo da Palavra (aquele que a transmite). A Bíblia é a carta magna de Deus, para nós;
Isto é importante para que possamos valorizar adequadamente o conteúdo ou a mensagem envolvida, principalmente quando percebermos que a Palavra vem de Deus e o destino somos nós.
Palavra de Jesus em João 7. 16 a 18.
"O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou.
Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá à respeito da doutrina,
se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.
Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória;
mas o que procura a glória de quem o enviou,
esse é verdadeiro e nele não há injustiça."
7-EFEITOS DA PALAVRA DE DEUS
Ela nos fortalece, Sl 119.28, Jesus em Lc 4.4 Nem só de pão vive o homem mas de toda palavra que sai da boca de Deus
Ela nos sara, Sl 107.20
Ela nos santifica, Jo 17.17
Ela nos alegra, Jr 15.16
Ela nos guarda, Sl 17.4
Ela nos vivifica, Sl 119.25
Ela nos limpa, Jo 15.3
A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.Sl 119:160
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.Mt 24:35, Lc 21:33
Conclusão: A Palavra de Deus é o alimento espiritual do qual você tem de se alimentar para cumprir seu propósito. O Momento de louvor na igreja é essencial, mas a palavra é insubstituivel. A Bíblia é chamada de nosso leite, pão, comida sólida e doce sobremesa. Essa refeição completa é o menu do Espírito Santo para o fortalecimento e crescimento espiritual. Pedro nos aconselha: “Desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação” (I Pedro 2:2).
Fonte
Bíblia de Estudo Pentecostal

segunda-feira, 29 de março de 2010

A paixão de cristo


Profecias

Por que Jesus derramou Seu sangue na cruz?

"Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação [um sacrifício que paga a culpa] em virtude da vida" (Levítico 17.11).

"Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão [perdão dos pecados]" (Hebreus 9.22).

Por que a crucificação foi tão traumática?

"Certamente, ele [Jesus] tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões [pecados] e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53.4-5).

De quem foram os pecados que pregaram Jesus na cruz?

"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade [pecado] de nós todos" (Isaías 53.6).

A morte brutal de Cristo foi profetizada?

"Como pasmaram muitos à vista dele [Jesus] (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens)" (Isaías 52.14).

Obediência

Por que a crucificação de Cristo foi necessária?

"E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado [na cruz], para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (João 3.14-15).

O que Jesus quis dizer ao clamar "Está consumado!"?

"Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo [templo], não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção" (Hebreus 9.11-12).

Jesus é o único caminho para Deus?

"Respondeu-lhe Jesus. Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14.6).

O que Deus pensou da crucificação do Seu Filho?

"Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos" (Isaías 53.10).

Perdão

Qual foi o resultado do derramamento do sangue de Jesus?

"No qual [em Jesus] temos a redenção [resgate da culpa do pecado], pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça" (Efésios 1.7).

Por que a crucificação de Cristo é importante?

"Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito" (1 Pedro 3.18).

O sacrifício individual de Cristo é suficiente?

"E ele [Jesus] é a propiciação [satisfação da justiça de Deus] pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro" (1 João 2.2).

O sacrifício de Cristo deve ser repetido?

"Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9.28).

Por que a cruz provoca divisões?

"Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Coríntios 1.18).

Sua resposta

Qual será a sua decisão em relação a Jesus?

Essa é uma pergunta que apenas você pode responder. Deus lhe dá o privilégio de conhecer Seu plano completo de salvação. Ele lhe oferece a vida eterna através daquilo que Jesus Cristo fez por você: Ele morreu [pelos seus pecados], foi sepultado e ressuscitou [para lhe dar nova vida]. Você admite humilde e submissamente diante de Deus que necessita de Jesus Cristo em sua vida?

"Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.9-11).

Como você pode responder a Jesus?

Volte (arrependa-se): "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados" (Atos 3.19).

Confie (creia): "Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16.31).

Receba (obedeça): "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1.12)

quarta-feira, 10 de março de 2010

NO PAÍS DO G12 IGREJAS EM CRISE


Na Colômbia nasceu um dos maiores movimentos que, de fato, impactaram o mundo na última década. O G12, movimento de igrejas em células no modelo dos 12, foi liderado pelo apóstolo César Castellanos, fundador da Missão Carismática Internacional (MCI), em Santa Fé de Bogotá. Mas é deste próprio país que surge um movimento contraditório. Na Colômbia, segundo mostrou a rede de TV Caracol, sete igrejas evangélicas se tornaram sinagogas "assumindo" a fé judaica, inclusive negando a Jesus como Messias. A notícia foi dada pelo portal Creio

A reportagem exibida pela Rede Caracol considera esse o novo fenômeno religioso do país. Existem ainda dezenas de comunidades evangélicas que vivem uma fé híbrida, com elementos judaicos incorporados ao culto e à vida cotidiana. Elad Villegas, líder da Comunidade da Antioquia, durante anos foi líder da Igreja da Família. A ‘conversão’ aconteceu há cinco anos quando a direção começou a questionar se Jesus foi o messias.

fonte:Revista eu creio

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CONFLITO RELIGIOSO Na Nigéria cristãos e muçulmanos se enfrentam, deixando 300 mortos


A violência sectária entre cristãos e muçulmanos na Nigéria central deixou mais de 300 mortos na semana passada, disse um comissário estadual de polícia nesta segunda-feira, 25, prometendo levar os responsáveis pelas mortes à Justiça.

É a primeira vez que as autoridades informam sobre o número de mortos nos enfrentamentos. Algumas versões não oficiais elevam o número de vítimas a cerca de 500.

O comissário em exercício da polícia do Estado de Plateau, Ikechukwu Aduba, disse que os policiais prenderam 303 pessoas em conexão com os tumultos em Jos, uma cidade que foi centro mineiro e turístico, localizada entre o sul cristão e o norte muçulmano da Nigéria. Das pessoas detidas, 139 foram levadas para a capital da Nigéria, Abuja, para interrogatório.

Aduba disse que outros suspeitos permanecem à solta, incluindo os que participaram na matança que quase dizimou uma pequena aldeia na periferia sul de Jos. Na localidade, voluntários descobriam corpos em valas comuns e em esgotos. Outros estavam no mato, fora da aldeia, com marcas de ferimentos a bala e facão.

O chefe policial também prometeu que as pessoas detidas serão julgadas em Jos. Autoridades da cidade se queixaram de que os envolvidos em episódios anteriores de violência conseguiram liberdade sob fiança em Abuja e nunca enfrentou a Justiça.

Os analistas culpam pela incessante violência étnica, religiosa e sectária que afeta o país o fato de os responsáveis pelos problemas nunca serem levados à Justiça.

Já a oposição responsabiliza alguns políticos "sem escrúpulos" que estão por trás da contínua crise que deu "má fama à Nigéria". Segundo ele, a reputação ruim se agravou com o atentado fracassado realizado por um nigeriano contra um avião, nos Estados Unidos.

Há relatos conflitantes sobre o que desencadeou o recente derramamento de sangue. De acordo com um comissário de polícia do Estado, os conflitos começaram depois que um grupo de jovens muçulmanos incendiou uma igreja cristã, o que foi negado por líderes muçulmanos. Os muçulmanos dizem que a violência começou com uma discussão sobre a reconstrução de uma casa de muçulmanos em um bairro predominantemente cristão. A residência teria sido destruída em novembro de 2008.

A violência na região central da Nigéria deixou milhares de mortos na última década. O último surto ocorreu apesar dos esforços do governo nigeriano para reprimir o extremismo religioso no país.

Os conflitos se agravaram desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 estados do norte do país.

Com quase 150 milhões de habitantes divididos em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria é o país mais povoado da África. As diferenças por questões políticas, religiosas e territoriais desencadeiam, no geral, confrontos armados.



Data: 21/3/2010
Fonte: Folha

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

conf.wagiton fenas prega no congresso de adolecentes




Igreja Assembleia de Deus ministerio do belém congregação setor 06

domingo, 4 de outubro de 2009

Historia do Pentecostalismo no Brasil



O pentecostalismo foi introduzido no Brasil no início de nosso século e, desde entao, apresentou um crescimento contínuo tanto numérica como geograficamente. A partir da década de 60, época que ocorre e desenvolvimento da industrializacao e intenso exodo rural que acrretam importantes modificacoes na vida brasileira, percebe-se uma aceleracao no crescimento do pentecostalismo e o aparecimento de numerosas denomnacoes. Nessa década ocorre, também, a eclosao do chamado «movimento de renovacao espritual» ou carismático, dentro das igrejas do Protestantismo de Missao que mesclava doutrinas e práticas do pentecostalismo aos conteúdos doutrinários tradicionais. (2)
Esse movimento nao foi aceito pacificamente e numerosos expurgos ocorreram dentro das diferentes igrejas. Com isto novas denominacoies nasceram e foram adqurindo características própias (Bittencourt Filho, 1993).


Esse fenomeno também ocorreu dentro da igreja católica. (3) Além do pentecostalismo e dos movimentos carismáticos, tem-se ainda um terceiro, que vem apresentando intenso crescimento e está sendo denominado de neopentecostalismo, pentecostalismo autonomo ou agencias de cura divina. (4) Esse movimento se caracteriza, em especial, pela «comercializacao» de bens simbólicos.



O crescimento desses movimentos foi dimensionado pelo Censo Institucional Evangélico, este realizou importe pesquisa na regiao metropolitana do Rio de Janeiro e apesar de ser circunscrito a aquela regiao, é indicativo da situacao no país. O senso constatou que, a partir de 1989 a cada día surgía uma nova Igreja na regiao pesquisada. (5) Esse fenomeno ven chamando atencao de pesquisadores de várias áreas da ciencia, tais como: história, sociologia, antropologia e ciencias da religiao. O crescimento do pentecostalismo, do movimento carismático e, em especial, do pentecostalismo autonomo, tem recebido explicacoes diversas, tem sido objeto de atencao de grupos de políticos e é olhado com «reserva» pelas igrejas tidas como tradicionais.



A problemática da pesquisa



O campo religioso brasileiro sempre foi extremadamente rico, diversificado e pouco estudado (6). Poucos autores dedicaram atencao ao estudo da religiosidade brasileira; generalizacoes empre foram feitas e aceitas practicamente sem reservas.


O Brasil é, tradicionalmente, descrito como um país católico e os estudos realizados sobre a religiosidade afro-brasileira e indígena eram vistos como temática de menor importancia, como prática de pequenos grupos, coisa de ignorantes, e até mesmo eran encarado como «caso para policia». (7)


A «religiosidade popular» foi uma espécie de temática «exótica» que encantava os pesquisadores europeus. (8). somente a partir da década de 60, que coincide como a avanco dos estudios históricos e sociológicos é que tem-se uma maior atencao e um maior número de obras sobre o assunto. Dentro desse quadro verifica-se que os estudos sobre protestantismo no Brasil nao forma uma excecao á regra, temos poucas obras específicas realizadas a partir de pesquisas decampo e como critério academico.



A partir dos anos 80, quando a temática «pentecostalismo» passou a ser assunto frequente na imprensa, tem-se uma aumento da «cuiosidade» científica para com o campo religioso brasileiro, em especial para com o chamado pentecostalismo autonomo. entretanto quando vamos analisar muitas das publicacoes que estao surgindo, nos deparamos com um problema extremamente sério, que sao os critérios de diferenciacao utilizados. Para alguns, o «pentecostalismo» seria uma espécie de «membros desviantes» das igrejas da Reforma; para outros (em geral protestantes) eles nem deveriam ser considerados protestantes (ainda que as molduras eclesiásticas e teológicas dos pentecostais sejam protestantes).


O aparecimento de diferentes denominacoes em curto espaco de tempo, e o crescimento de muitas delas ainda vem complicar mais o quadro. Debido a isso, para a compreensao do fenomeno é necessário que se tenha critérios seguros que permitam que se esteleca diferenciacao entre protestantismo «tradicional», pentecostais clássicos, carismáticas, e grupos pertenecentes ao pentecostalismo autonomo. (9)



Problemas como ausencia de pesquisa de campo, falta de uma metodologia criteriosa, carencia de embasamento teórico, comprometan muitas das conclusoes apresentadas, que acabam por repetir determinadas afirmacoies que permeiam a pouca bibliografía disponíbel. Faltam, inclusive, pesquisas quanto a reflexao teológica dsses movimentos. Um outro problema a ser apontado é o das generalizacoes, é frequente encontrarse trabalhos nos quais o autor estuda apenas um movimento, num determinado local, e depois generaliza suas conclusoes para todo o «universo pentecostal», contribuindo para aumentar a confusao já existente nesse campo.



Ultimamente estao sendo realizados estudios e artigos muito bons, tanto nas universidades (exemplo Universidade de Sao Paulo, Instituto Ecumenico de Pós-Graduacao) como algumas instituicoes de pesquisa (ex. Koinonia, ISER). Esses estudos precisariam ser incrementados e serem objeto de uma divulgacao mais ampla.



Quadro Nº 1


PRODUCAO BIBLIOGRAFICA SOBRE O PROTESTANTISMO NO BRASIL





Período




Características




antes dos
anos 30




producao apologética e triunfalista


pesquisadores - em geral pastores e missionários


algumas obras de pioneiros da sociología brasileira





dos anos 30
aos 50




primeiros trabalhos de cunho sociológico, mais interpretativos


pesquisadores- em geral estrangeiros (Ex. Emile Leonard - O protestantismo brasileiro.



anos 60 e 70




producao, nas universidades, sobre sociología da religiao.


Características: refletem o momento histórico vivido na época / salientam o caráter alienante das religioes / preocupacao com o potencial revolucionário do povo.


pesquisadores- cientistas sociais brasileiros, muitos deles de tradicao protestante (Ex. Antonio G. Mendonca - O celeste porvir»)




fins dos anos70 e início dos 80




O protestantismo ganha espaco como objeto de estudo dentro das ciencias sociais, preocupacao como o crescimiento do o pentecostalismo


pesquisadores- cientistas socias brasileiros nao
diretamente ligaso á Igreja (Ex. Regina Novaes – Os escolhidos de Deus.)





fins dos anos 80 e inicio dos 90




Crescimento do pentecostalismo, em especial do neo-pentecostalismo passa a ser objeto de estudos, tanto de pesquisadores brasileiros como de estrangeiros. (ex. artigos e teses em andamento sobre a “Igreja Universal do Reino de Deus”).





De forma geral, quanto ao pentecostalismo autonomo, o grande público nao consegue diferenciá-los do restante do protestantismo (afinal nao sao católicos, nem espíritas nem afros); as Igrejas protestantes tradicionais nao querem ser confundidas como esses movimentos, mas também nao os distingue do pentecostalismo clássico e este, por sua vez, parece nao está preocupado em dar satisfacoes à ninguém.



MOVIMIENTO PENTECOSTAL NO BRASIL: RETROSPECTO HISTORICO



A introducao do protestantismo no Brasil, e posteriormente o aparecimento do pentecostalismo encontram-se inseridos numa conjuntura histórica mais ampla. Num rápido retrospecto histórico vemos que o Brasil foi marcado pela colonizacao portuguesa, que trouxe para seu território uma cultura ibérica marcada pelo catolicismo tridentino. A religiao católica foi a única permitida no país até inícios do século XIX, quando a liberdade religiosa foi permitida devido a interesses políticos. (10).



No século XIX ocorreu a chamada «Expansao Protestante» (1814- 1914) que é vista como fruto do expansionismo do campitalismo europeu, que acompanhou a segunda expansao colonialista (partilha da Africa, independencia da América Latina que sai da órbita ibérica e entra na da Inglaterra). A partir da segunda metade do século XIX, chegaram os primeiros missionários protestantes ao Brasil. Esses faziam parte da chamada «Missao civilizatória» que visava implantar de um novo modelo socio-político-economico-religioso (destino manifesto).



Importantes modificacoes ocorreram no início do século XX. Ao se analisar o campo religioso brasileiro, e mesmo latinoamericano, veremos que as modificacoes ocorridas oincidem como as alteracoes do quadro histórico decorrente da 1ra. Guerra Mundial (dificultades de comunicaco afrouxam os lacos com a Europa, aprecem outras prioridades, etc). No Brasil temos o surgimento dos primeiros movimentos pentecostais, em 1910 com a Congregacao Crista no Brasil e em 1911 com a Assembléia de Deus.



PENTECOSTALISMO CLASSICO



Num primerioro momento o pentecostalismo aparece como uma variante do protestantismo, porém mais próxima das manifestacoes populares, algo como um Protestantismo nacional. As duas principais igrejas que compoem o pentecostalismo clássico sao a Congregacao Crista no Brasil e a Assembléia de Deus. E interessante destacar que esses dois movimentos tiveram origem de um núcleo comum: Chicago. (11).



Assembléia de Deus. Foi fundada, em 1911, pelos suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren. Berg, foi frequentava a igreja Batista de Chicago W.H. de Durham, veio para o Brasil como missionário em uma igreja Batista em Belém do Pará que, após a cisao deu origem às Assembléia de Deus. Comecou no norte, nordeste e depois é que foi para o sul. A pesar de se grande crescimento nos centros urbanos também tem se alstrado pelas zonas rurais. A maioria de seus adeptos provem das camadas populares.



A teologia é conversionista e possui atividades prosilitistas. Possui sua própria casa publicadora, edita livros, revista e o jornal «Mensageiro da Paz». Possui institutos bíblicos destinado ao preparo da lideranca.



Nos últimos tempos tem se preocupado com sua representacao política num primerio momento apoiava candidatos depois passou a indicar pessoas dentro de mebros. O grande número de fiéis tem permitido a eleicao de grande número de vereadores e deputados, possui ainda uma senadora. (12)



Congregacao Crista No Brasil. Pode ser considerada uma igreja brasileira. Foi fundada, em 1910 por um estrangeiro, Luigi Francescon, que nao era missionário e nem era sustentado por uma instituicao do exterior. Fransciscon, italiano emigrado para os Estados Unidos, pertencia á Igreja Presbiteriana italiana de Chicago e teve contatos como a igreja batista de Durham. Por revelacao viajou para o Brasil, indo primeiro para o Paraná, cidade de Santo Antonio da Platina, e depois para a cidade de Sao Paulo que funcionou como foco irradiador do movimento. Sua expansao é a partir do Brasil para o exterior, no inicio o chamava-se Congregacao Crista do Brasil, o nome sofreu alteracao quando de sua expansao internacional.



Crena predestinacao. Nao tem cultos ao ar livre, nao imprime folhetos, nao tem programas de radio ou televisao e nao faz campanhas evangelisticas que aliás sao prohibidas Nao fax apelos à conversao. Seus membros crem que só os verdadiramente chamados permanecem (nesse ponto sao presbiterianos ortodoxos).



Existe uniformidade doutrinária que é mantida através de assembléais anuais, onde é reunidos o corpo sacerdotal (anciaes, cooperadores e diáconos) por tres días. A princípio estas eram realizadas apenas na cidade de Sao Paulo, porém o número de pessoas fez como que tivessem que ser regionalizadas. Atualmente acontecem em cinco locais diferente do país (norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul). Mantémuma cultural oral, nao tem publicacòes (só o relatório anual), nao recomenda a leitura de literatura específica, sómente e a Biblia.



Nao existe cobranca de dízimo e nenhum cargo é remunerado. O resultado das colets realizadas mensalmente é dirigido para construcao de tempos, obras de caridades e viagens missionárias. Entretanto nao é a direcao da igreja que decide o percentual de valores a ser empregado em cada um dos íntens, mas o próprio fiél que, queando dá sua oferta, indica onde quer que seja empregado.



A Congegacao nao paticipa de atividades políticas e nao indica cadidatos.


A administracao material é centralizada, em grandes polos regionais e praticamente inexiste autonomía das congregacoes locais. Nao se sabe o número de membros poios nao há estatística a respeito. Se crscimento pode ser dimensionado através do número de construcao de templos, que na cidade de Sao Paulo tem correspondido a uma média de 1.3 por mes. Desde a data de sua fundacao nao apresentou discidencia.



PENTECOSTALISMO AUTONOMO



A proliferacao desse movimento no Brasil é tao grande que se torna difícil a elaboracao de um levantamento dada a diversidade e efemeridade de muitas das denominacoes surgidas. Aquí tem-se uma questao teórica: seriam realmente pentecostais todas las denominacoes alternativas geralmente chamadas «pentecostais»? Verifica-se que, na realidade, sao designadas pentecostais por exclusao às Igrejas históricas e pela prática da cura divina. De acordo com Mendonca (1990, p. 46), esses grupos deveriam ser chamados de «agencias de cura divina» uma vez que nao apresentam características de igreja. (13) Nao possuem corpo de fiéis fixo, mas uma populacao flutuante à qual prestam servico religioso mediante contribuicao do beneficiado (Mendonca, 1990).



Esse movimento é extremamente heterogeneo, tem-se desde pequenos grupos básicamente familiares, como tem-se, por exemplo na regiao Liberdade em Sao Paulo, (14) até conglomerados gigantestos como o da Igreja Pentecostal «Deus é Amor» de David Miranda (15) ou como a Igreja Universal do REino de Deus, fez con que se centrassem nela os olhos da sociedade em geral e do mundo evangélico em particular, a ponto d eofuscar o restante. O sucesso «religioso» e financeiro, o fato dela se utilizar de numerosas rádios e possuir seu próprio canal de televisao magnetiza os olhares e provoca arrepios em campos diversos, desde o das igrejas até o formado pelo mundo das comunicaoes.



Nao importnado o tamanho, todas tem em comum uma estrutura empresarial onde bens simbólicos sao comercializados. Nestas, a cura, o milagre é o fim.



O fenomeno da proliferacao de diferentes seitas desafiam todos aqueles que se preocupam como a compreensao do campo religioso brasileiro. Questoes que sao colocadas pelas ciencias sociais permanecem ainda semp resposta. Quem sao e por que as pessoas procuram esses movimentos. A evasao de fiéis tem sido preocupacao constante das igrejas tradicionais, que buscam responstas èa esse fenómeno. A ponto da igreja católica ter encomendado uma pesquisa que lhe fornecessse informacoes e dados sólidos para que pudesse tracar seus novos rumos (1&) Essasituacao é colocada claramente pelo autor da pesquisa:



El rápido avance de grupos y movimentos religiosos desconocidos hasta hace pocos años se ha convertido en un desafío para la Iglesia Católica (...). En América Latina (... desde varios años se calcula fundadamente que esta «sangría» continúa en un ritmo de al menos diez mil personas por día (...) los obispos, párrocos y demás orientadores (...) se sienten perplejos, desconcertados, y tocan a todas las puertas en busca de orientación...» (17).



Atribui-se o sucesso desses movimento à uma série de fatores, tais como: à sua flexibilidade, sua capacidade de ajustamento às diferentes situacoes do cotidiano, às estruturas organizacionais simples que permitem a participacao do fiél, á capacidade de oferecer entido de reorganizacao de vida, etc. A situacao de crise vivida pela Brasil, em especial nas última décadas, o empobrecimento dos estratos médios da populacao, o aumento da massa de miseráveis, a crise no sistema de saúde, também sao apontados como causasprováveis que estariam contribuindo para o crescimento desses movimentos que serviria como uma espécie de íma para a massa desesperada em busca de um mínimo de condicoes que lhe permitisse a sobrevivencia, tal como saúde e emprego.